Prêmio Rio Sociocultural - 4ª Edição

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Prêmio Rio Sociocultural 2011

Prêmio Rio Sociocultural 2011

Projeto Mestre Fantoche Escola
Missão Kerigma Centro de Formação do Artista Cristão CEFAC – Macaé

Depois de fazer uma análise sobre a explosão demográfica ocorrida em Macaé, Raul Lavor percebeu a importância de criar um projeto que fosse pedagógico e lúdico ao mesmo tempo. Foi então que, em 2008, ele criou as oficinas de fantoche, realizadas em quatro escolas municipais da cidade e com o foco voltado para crianças de 10 a 12 anos. Cada oficina tem duração de seis meses, tempo em que os alunos produzem bonecos, roteiro e cenário das apresentações, realizadas no final de cada período. Em quatro anos, já foram realizadas cinco mostras em áreas de risco social e com a participação de 60 crianças

Oficinas Grupo Teatro Novo VENCEDORA
Instituto Teatro Novo – Niterói

Essas oficinas de teatro voltadas para pessoas com deficiência intelectual (autistas e portadores de síndrome de down) acontecem em Niterói, no Clube Charitas, e no Rio de Janeiro, no Teatro Cacilda Becker, há cerca de 15 anos. O grupo conta com 60 alunos de 15 a 48 anos, que ensaiam duas vezes por semana. Os mais antigos, ou aqueles que se destacam, entram para a Companhia, que conta hoje com 15 atores. Eles fazem apresentações ao longo de todo o ano e já se apresentaram em várias cidades do Brasil, além de Estados Unidos, Colômbia e Peru. “O teatro dá muita independência a eles, que passam a se sentir cidadãos de verdade”, diz a coordenadora, Cristina Guimarães.

Cordel com a Corda Toda VENCEDORA
Priscila Seixas da Costa – Nova Iguaçu

Idealizado com o objetivo de levar cordelistas para dentro das escolas, com o foco no resgate da cultura popular, o projeto é realizado há um ano e meio em três escolas municipais de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No bairro da Prata, ele é realizado em uma igreja e em uma associação, abrangendo também alunos de escolas estaduais e particulares. Atualmente, atende a 500 crianças. “A meta é chegar a 600 alunos e atender outros municípios como Caxias, Queimados e São João de Meriti. A região conta com uma grande população de imigrantes nordestinos, que se identificam com a cultura do cordel”, diz a idealizadora do projeto, Priscila Seixas.

Livro no Ponto VENCEDORA
Multi Criações Culturais - Petrópolis

Um livrão de madeira com dois metros de altura se abre no meio da rua e exibe prateleiras com aproximadamente mil livros novos, entre eles gibis, clássicos da literatura e lançamentos editoriais. Em uma bancada montada ao lado, o funcionário realiza o cadastro do leitor no computador e pronto, surge um novo conceito de biblioteca pública. A ideia foi implantada em 2009, na cidade de Petrópolis, onde já existem três módulos, situados em comunidades carentes. O número de livros emprestado chega a mil por mês. Além de incentivar a leitura entre a população, o projeto gera empregos para moradores, contratados para cuidar do espaço e fazer o cadastramento dos leitores.

Educando e Musicalizando São Sepé
Banda de Música Sociedade Recreativa de Pinheiral – Pinheiral

O projeto teve início em 2007, quando o músico Ramon Sant’Ana resolveu assumir a Banda de Música e Sociedade Recreativa de Pinheiral, fundada em 1957 e prestes a se desfazer. Hoje, atende a um total de 140 crianças e jovens em comunidades carentes de Pinheiral, distribuídos entre a banda de sopro e a orquestra de cordas. Mas quem pensa que se trata de um projeto de música clássica se engana, o repertório do grupo é diversificado, tocando desde Lady Gaga até Mozart. O projeto conta ainda com uma banda de tambores, composta por alunos da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).

Lona na Lua
Lona na Lua – Rio Bonito

“Se conseguimos colocar uma lona na lua, podemos montar uma lona em qualquer lugar”, é o que diz o ator Zeca Novais, idealizador do projeto que há cinco anos leva espetáculos teatrais para os quatro cantos de Rio Bonito, além de cidades vizinhas. Os atores são crianças e jovens que têm aulas de teatro, dança, música e capoeira gratuitamente, na sede do projeto, uma lona azul estrelada montada no centro da cidade.

Mandala dos Saberes - Uma Tecnologia Social
Associação Casa da Arte de Educação e Cultura – Rio de Janeiro

Trata-se de uma tecnologia social voltada para crianças, jovens e adultos, capaz de ser aplicada em qualquer espaço educacional: Ongs, Pontos de Cultura e escolas. O objetivo é contribuir para a ampliação do diálogo entre escolas e comunidades aproximando currículos acadêmicos das experiências culturais locais. Desde 2007, esta tecnologia é disseminada em nível nacional, para 10.042 escolas e cerca de 100 Pontos de Cultura. Os espaços-laboratório ficam na Casa da Arte de Educar, que atende aos moradores das favelas da Mangueira e Macacos, em Vila Isabel, na cidade do Rio de Janeiro. Lá, os alunos participam de oficinas de artes plásticas, percussão, capoeira, fotografia e vídeo, além de programas de visitação a museus e centros culturais, entre outros.

Projeto 5 Visões – Formação Técnica em Audiovisual VENCEDORA
Titânia: Educação, Arte, Cultura e Meio Ambiente – Rio de Janeiro

Desde 2007, jovens de 18 a 25 anos têm a oportunidade de participar de cursos ligados ao setor audiovisual, na escola sediada na Fundição Progresso. Após 9 meses de aulas diárias, são formados maquinistas, técnicos eletricistas, cenotécnicos, marceneiros, camareiros, maquiadores e projetistas. Os alunos ganham bolsa, passagem, material didático e têm aulas com os melhores profissionais da área, além de receber acompanhamento pedagógico.

Projeto Dançarte VENCEDORA
Adriana Moraes de Oliveira – São Fidélis

O projeto acontece uma escola estadual e atende a 95 alunos entre 5 e 17 anos. Três vezes por semana, eles têm aulas de dança moderna, street dance, dança popular, dança folclórica, coreografias afro e dança clássica. “Se o aluno falta à aula, vou até a casa dele saber se está doente, porque a mãe não levou”, diz a idealizadora do projeto, a animadora cultural Adriana Oliveira. Ela criou o Dançarte com o objetivo de tirar as crianças e adolescentes da ociosidade e hoje o projeto é multiplicado por ex-alunos em escolas de outras cidades. Todo final de ano, tradicionalmente, há uma apresentação na quadra esportiva da cidade e a população contribui com doações. O sucesso de público é garantido.

Plantando Ideias, Colhendo Soluções
Associação Cantagalo – São José de Ubá

O projeto oferece cursos profissionalizantes de artesanato, corte e costura, e oficinas de teclado, violão, voz, flauta, cultura digital e arte cênica (teatro/fantoche) para mais de 10 comunidades da zona rural e urbana do município de São José de Ubá. Implementado em 2010 com o objetivo de contribuir para a elevação do IDH da região, reduzir o índice de analfabetismo cultural entre os jovens, melhorar a qualidade de vida e diminuir o êxodo rural, o projeto conta com 158 inscritos, entre donas de casa, aposentados, lavradores e produtores rurais, e alunos das escolas públicas. Além disso, mais de 50 pessoas da comunidade acessam livremente a internet no Centro de Inclusão Digital.

PONTOS DE CULTURA

Orquestra de Cordas da Grota, Multiplicando Talentos
RECICLARTE – Niterói

Desde 2006 este projeto desenvolve um programa de formação técnica em música que transforma os alunos da rede pública de ensino em professores de música e em músicos. Eles atuam na própria comunidade, em eventos em locais públicos, e na Orquestra de Cordas da Grota. Atualmente com 300 alunos atendidos em 10 núcleos (em Niterói, Itaboraí e Maricá), o projeto replica, em outras comunidades em situação de risco, a experiência da Orquestra. Em 2004, a iniciativa foi destaque no Prêmio Cultural Nota 10.

Formação em Gestão Cultural Compartilhada
Comando da Paz - Petrópolis

Realizada desde janeiro de 2010, em Petrópolis, esta ação tem como objetivo capacitar produtores e gestores culturais para que esses atuem no processo de consolidação da cultura da região e em toda a sua cadeia produtiva. A ação se dá na forma de cursos gratuitos, realizados em aulas presenciais (teóricas e práticas), aulas em ambiente virtual e atividades extraclasse. O público-alvo é formado por estudantes da rede pública de ensino médio do Estado, jovens em situação de vulnerabilidade social, em conflito com a lei ou portadores de deficiência, interessados em elaborar e formatar projetos artístico- culturais, com base na Lei Rouanet de Incentivo à Cultura.

Mandala dos Saberes - Uma Tecnologia Social
Associação Casa da Arte de Educação e Cultura – Rio de Janeiro

Trata-se de uma tecnologia social voltada para crianças, jovens e adultos, capaz de ser aplicada em qualquer espaço educacional: Ongs, Pontos de Cultura e escolas. O objetivo é contribuir para a ampliação do diálogo entre escolas e comunidades aproximando currículos acadêmicos das experiências culturais locais. Desde 2007, esta tecnologia é disseminada em nível nacional, para 10.042 escolas e cerca de 100 Pontos de Cultura. Os espaços-laboratório ficam na Casa da Arte de Educar, que atende aos moradores das favelas da Mangueira e Macacos, em Vila Isabel, na cidade do Rio de Janeiro. Lá, os alunos participam de oficinas de artes plásticas, percussão, capoeira, fotografia e vídeo, além de programas de visitação a museus e centros culturais, entre outros.

Na Boa Companhia
Na Boa – Arte e Educação – Rio de Janeiro

Realizada desde 2006, atualmente a ação acontece em duas escolas estaduais da cidade do Rio de Janeiro. O projeto oferece oficinas de audiovisual, com aulas de fotografia, documentário, forma e conteúdo, ficção e animação. Também inclui cursos de teatro, com duas aulas semanais. Ao fim de cada ano letivo, é encenado um espetáculo por turma. Depois os espetáculos são apresentados em outras escolas, projetos, instituições públicas, etc. O foco é o público jovem, na faixa entre 14 e 25 anos, estudantes de escolas públicas do ensino médio, em geral oriundos de famílias de baixa renda. A ação atinge anualmente cerca 1000 pessoas, entre alunos regulares dos cursos, e o público dos espetáculos: familiares, amigos etc.

Plantando Ideias, Colhendo Soluções
Associação Cantagalo – São José de Ubá

O projeto oferece cursos profissionalizantes de artesanato, corte e costura, e oficinas de teclado, violão, voz, flauta, cultura digital e arte cênica (teatro/fantoche) para mais de 10 comunidades da zona rural e urbana do município de São José de Ubá. Implementado em 2010 com o objetivo de contribuir para a elevação do IDH da região, reduzir o índice de analfabetismo cultural entre os jovens, melhorar a qualidade de vida e diminuir o êxodo rural, o projeto conta com 158 inscritos, entre donas de casa, aposentados, lavradores e produtores rurais, e alunos das escolas públicas. Além disso, mais de 50 pessoas da comunidade acessam livremente a internet no Centro de Inclusão Digital.

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